Amigos Confrades, vamos lá tomar umas

enquanto contamos experiências.
Navegar, implica tomar decisões.
Há decisões fáceis, porque as consequências em caso de falhanço não serão muito graves, mas por vezes há decisões que devem ser bem ponderadas, já que em caso de erro, as consequências podem ser muito graves.
Do que não há dúvidas nenhumas, é que todos teremos a ganhar com as experiências uns dos outros, já que o que acontece a um colega nosso, pode servir para evitar cairmos no mesmo erro.
Vem isto a propósito do que aconteceu comigo, quando comprei um Oceanis em La Rochelle, com 5 anos (estado quase novo) mas que, ao fazer uma verificação atenta, detectei que um dos brandais médios tinha um dos 19 filamentos partido.
Reportei o problema a um Técnico de confiança, que me disse: “não há problema se o cabo não tem indícios de corrosão e se é só um filamento. Faz a viagem até Cascais, e depois tratamos disso em Portugal” .
Pois bem, decidi seguir o conselho do Técnico e zarpar de La Rochelle para Cascais.
E a decisão que tomei revelou-se ser muito errada!
A meio do Golfo da Biscaia, com mar formado e vento pela popa na casa dos 20-25 nós, uma cambadela inesperada foi o suficiente para o cabo partir, o mastro começar a fazer arco, e só a pronta intervenção de toda a tripulação evitou que tudo viesse abaixo.
Paragem obrigatória em La Corunha para colocar um cabo novo de estibordo, e substituição imediata do cabo de bombordo, para não ficar a “trabalhar” um cabo novo de um lado contra um cabo usado do outro lado.
A lição a retirar deste episódio é que por mais que nos pareça que “é só um pequenino filamento” se não tivermos a prudência necessária, a falha de um filamento pequenino pode atirar-nos com todo o aparelho para baixo!
Umas


para todos