Pedindo desculpa se firo alguma sensibilidade

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Em 1488 Bartolomeu Dias ao comando de uma frota de 3 caravelas passou o Cabo da Boa Esperança.
Quem conheça o regime de ventos no Atlântico Sul sabe, como eles sabiam, que é "conveniente" passar pelo Brasil para rumar a esse Cabo.
Aliás Bartolomeu Dias seguia na frota que em 1500 descobriu "oficialmente" o Brasil.
Por essa altura nós (Portugal) e Espanha disputávamos o domínio do mundo muitas descobertas mantinham-se secretas....
Houve um Homem (Duarte Pacheco Pereira) que foi o verdadeiro pai da navegação científica em Portugal que em 1498 já fala do Brasil

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O seu livro "Esmeraldo de Situ Orbis" manteve-se secreto durante muitos anos.
Para quem gosta de história da navegação é fundamental a sua leitura:
aqui vai um "paste" de um artigo sobre este assunto_
O
Esmeraldo de situ orbis é um
livro de autoria do
cosmógrafo português Duarte Pacheco Pereira.
"A experiência é a madre de todas as
cousas, per ela soubemos redicalmente
a verdade..."
Esmeraldo de Situ Orbis, p.196
Dedicada ao rei D.
Manuel I de Portugal (1495-1521), a obra foi mantida em
manuscrito, montado em cinco partes, com duzentas páginas no total, em
1506. Conforme descrito nas próprias palavras do autor, trata-se de uma obra de "
cosmografia e marinharia". Apesar do título em
latim, foi escrita em
língua portuguesa, contendo as
coordenadas geográficas de
latitude e
longitude de todos os portos conhecidos no seu tempo.
De acordo com a recente pesquisa do historiador português
Jorge Couto, da
Universidade de Lisboa, a obra esteve perdida durante quase quatro séculos, devido à natureza das suas informações. O seu título encontra-se
cifrado:
- "Esmeraldo" -, é um anagrama onde se encontram associadas as iniciais, em latim, dos nomes de Manuel (Emmanuel), o soberano, e Duarte (Eduardus), o cosmógrafo.
- "De situ orbis" pode ser traduzido como "Dos sítios da Terra".
O título "
Esmeraldo de situ orbis", significa, dessa forma, "
O tratado dos novos lugares da Terra, por Manuel e Duarte".
O soberano, entretanto, considerou tão valiosas as informações náuticas, geográficas e econômicas reunidas na obra que jamais permitiu que ela viesse a público. A obra consistiria num minucioso relato das viagens de Duarte Pacheco Pereira não só ao
Brasil (a quem se atribui o descobrimento, anteriormente a
Pedro Álvares Cabral), como à costa de
África, principal fonte da riqueza comercial de Portugal no
século XV.
Em relação ao
descobrimento do Brasil, apresenta informações no segundo capítulo da primeira parte. Resumidamente, o trecho relata:
"
Como no terceiro ano de vosso reinado do ano de Nosso Senhor de mil quatrocentos e noventa e oito, donde nos vossa Alteza mandou descobrir a parte ocidental, passando além a grandeza do mar Oceano, onde é achada e navegada uma tam grande terra firme, com muitas e grandes ilhas adjacentes a ela e é grandemente povoada. Tanto se dilata sua grandeza e corre com muita longura, que de uma arte nem da outra não foi visto nem sabido o fim e cabo dela. É achado nela muito e fino brasil com outras muitas cousas de que os navios nestes Reinos vem grandemente povoados." É, assim, o primeiro roteiro de navegação português a mencionar a costa do
Brasil e a abundância de pau-brasil (
Caesalpinia echinata), nela existente. No
Atlântico Sul, entre as
ilhas oceânicas, apresenta, com suas "
ladezas" (latitudes) conhecidas à época:
Ainda no Atlântico Sul, omite, nessa lista, a
ilha de Santa Helena e a atual
Ilha de Ascensão.
O manuscrito era, de fato, tão precioso, que, em
1573, uma cópia foi remetida secretamente para
Filipe II da Espanha por um
espião italiano,
Giovanni Gesio, a serviço na embaixada espanhola em Lisboa. Pela missão, Gesio foi regiamente recompensado, encontrando-se o recibo do pagamento pelos seus serviços atualmente na
biblioteca do
Mosteiro do Escorial, na Espanha.
O manuscrito só veio a ser publicado em
1892, a partir da localização de duas cópias: a primeira numa biblioteca de Lisboa e a outra na cidade portuguesa de
Évora.
De acordo com um dos mais importantes biógrafos de Duarte Pacheco Pereira, o historiador português
Joaquim Barradas de Carvalho, que viveu exilado no Brasil na
década de 1960, o "
Esmeraldo de situ orbis", mais do que um roteiro de viagem, é uma obra de erudição e uma síntese de todos os conhecimentos de navegação acumulados pelos portugueses nos séculos XIV e XV.
Cita:
Originalmente publicado por rookie
Bueno, Bou Fort, gracias por el café hecho con agua de la sentina de la nao Santa María de las Angustias, de maese Anboro. ¡Seguro que me mantiene despierto!
Todavía me quedan algunas páginas que estudiar del Manual de Navegación medieval, pero a estas alturas ya casi tengo formada una opinión del perfil del piloto de esa época.
Sobre lo que comentas de Colón, pues creo que lo primero que debemos hacer es "fijar el significado" de "marino experto". Es decir, era un "marino experto de la época", no un marino experto con criterios actuales.
Sobre el cambio de aparejo a velas cuadras, ideales para portantes, no me sorprende demasiado, habida cuenta de que los portugueses, en sus exploraciones hacia el sur de África y más allá, habían aprendido a volver adentrándose lo más posible en el Atlántico hasta la latitud de las Azores, para intentar no enfrentarse a los Alisios del NE, y de ahí poner rumbo a casa (lo contrario a la ida hacia Buenaesperanza, abriéndose lo más posible hacia Brasil hasta la latitud de La Plata para evitar Benguela y los Alisios del SE)(ver Vasco de Gama). (Lo anterior es muy general y precisa de muchas puntualizaciones, ya que, por ej.:, suelen haber contracorrientes paralelas a la corriente principal. Así que todo depende de tener la suerte de encontrar la "cinta transportadora" adecuada...).
Teniendo en cuenta que Colón vivió bastante tiempo en Portugal, me parece bastante probable que adquiriera estos conocimientos sobre los vientos preponderantes de la zona y parejara sus naves de acuerdo a esto.
En realidad, lo que sí me sorprende, a estas alturas, es que los portugueses no "descubrieran" América (en el sentido "Colón-ial" de descubrimiento...)
Ahora bien, como mencionas varias veces "muuu raro", en plan misterio  ,a lo mejor lo que te gustaría sería incluir el aspecto "Orden del Temple"... pero ahí creo que nos vamos del hilo
Saludos,
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